Anfetaminas (Speed, Cristal, Anfes,…..)
As anfetaminas são drogas estimulantes que fazem com que os seus utilizadores se sintam despertos, faladores, confiantes e cheios de energia. Esta energia é, no entanto, “emprestada”: os efeitos positivos transformam-se rapidamente no reverso da medalha: cansaço, apatia, depressão. É frequente chamar-se às anfetaminas uma droga “suja” uma vez que o seu grau de pureza é apenas de cerca de 5%. É uma droga ilegal, barata e acessível que permite aos seus utilizadores aguentarem um ritmo acelerado, sem sentirem cansaço. Vende-se, geralmente sob a forma de pó branco e cristalino (ocasionalmente com uma coloração amarela ou rosa).
Riscos a curto prazo
As anfetaminas têm efeitos desagradáveis, tais como: boca seca, desidratação (urina-se mais do que o habitual, e a situação agrava-se com a transpiração), maxilares tensos, nervosismo e vontade de falar sem parar!
Os consumidores podem ter variações de humor, ficar agitados e irritáveis. As anfetaminas podem despoletar doenças mentais latentes. Certas pessoas são mais sensíveis, uma única dose pode ser suficiente para provocar problemas psicológicos.
Uma sobredosagem de anfetaminas provoca espasmos musculares, aumento da pulsação e subida da temperatura.
Riscos a longo prazo
Os utilizadores de anfetaminas podem tornar-se dependentes, ou seja, sentirem necessidade de as consumir cada vez com mais frequência. A utilização a longo prazo causa, também, subida da tensão arterial e obriga o coração a um grande esforço. Pelo facto de reduzirem o apetite, os seus utilizadores regulares perdem normalmente peso e têm problemas de nutrição e carência de vitaminas.
O consumo prolongado e os excessos podem levar a ideias paranóides e alucinações. Estes sintomas podem agravar-se e obrigar a tratamento. Esses problemas só desaparecem quando os utilizadores deixam de consumir pelo menos seis meses e se os sintomas persistirem deve-se procurar ajuda especializada de um médico.
Redução de riscos
Não se devem misturar as anfetaminas com outras drogas, nem com álcool.
Há quem goste de misturar com álcool (o que permite beber mais do que aquilo que normalmente se aguenta), mas isso faz aumentar a probabilidade de uma maior ressaca, para além de sobrecarregar muito o fígado.
As anfetaminas têm um efeito poderoso que pode durar muito tempo.
Tomá-las em excesso só aumenta as hipóteses de algo correr mal.
Para adiar a ressaca algumas pessoa usam-nas durante a semana, o que dificulta a paragem e aumenta as hipóteses de efeito secundários, tais como paranóias e alucinações. A necessidade de consumir anfetaminas é cada vez mais frequente e é sinal de que está a perder o controlo da situação.
Toma cuidados redobrados com os dentes: os speeds são particularmente nocivos, deve-se beber leite e/ou tomar um suplemento cálcio.
A forma menos nociva de tomar speed é engolindo-o (misturado numa bebida não alcoólica). “Snifar” speeds danifica as mucosas do nariz. Há quem escolha injectar anfetaminas o que é, de longe, a forma mais perigosa de usar esta ou qualquer outra droga.
Injectar drogas, sejam elas quais forem, aumenta o risco de overdose, sobretudo quando são “drogas de rua”. Pode, além disso, causar problemas físicos, como veias bloqueadas e/ou abcessos.
Ao partilharem-se seringas correm-se riscos de contágio por VIH, Hepatite B e Hepatite C.
