23 de novembro de 2008
20 de novembro de 2008
Instituição tem novo projecto
Cercina quer deter consumo de substâncias sintéticas
Chama-se Recreative Safe Vibe (RSV) e é o novo projecto que a CERCINA - Cooperativa de Ensino e Reabilitação de Crianças Inadaptadas da Nazaré tem em marcha para prevenir e estudar no terreno o consumo de substâncias sintéticas em espaços de diversão do distrito de Leiria.
Para isso, uma equipa de voluntários sai para o terreno, nas noites de sexta-feira e sábado, para distribuir material de prevenção e informação aos frequentadores de diversos bares de Nazaré, Marinha Grande, Leiria, Peniche e Caldas da Rainha.
A iniciativa vai decorrer nos próximos dois anos, contando com a colaboração da gerência e staff dos espaços recreativos onde o projecto vai intervir.Este é um projecto que decorre no âmbito do Programa de Intervenção Focalizada do Instituto da Droga e Toxicodependência e é, para o presidente da CERCINA um grande passo para a Instituição, que “tem vindo a alargar a sua área de intervenção, assumido uma preocupação com a situação social dos jovens.
O RSV vai permitir a investigação numa matéria muito actual que está presente no quotidiano dos jovens”.Já para Susana Henriques, avaliadora externa do projecto, “tem vindo a ser evidenciada a necessidade de conferir mais rigor e intencionalidade nas abordagens e respostas preventivas, com base na evidência científica”.
O RSV é, na opinião da avaliadora, um projecto de grande relevância na área a nível distrital, na medida em que “a investigação tem demonstrado que as intervenções preventivas multi-componentes têm maior probabilidade de produzir mudanças positivas nos grupos-alvo”.
O tratamento da informação recolhida fica à responsabilidade do parceiro da CERCINA no projecto, o Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE).
Os resultados da investigação darão, posteriormente, lugar à criação de material científico para publicações do género.
16 de novembro de 2008
12 de novembro de 2008
Relatório sobre drogas e toxicodependência-SIC
Consumo diminuiu entre reclusos e adolescentes.
O relatório anual do Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT) revela que, entre 2001 e 2007, houve um aumento moderado do consumo de substâncias ilegais em Portugal. Apesar disso, ao nível das populações escolar e reclusa a tendência é inversa.
Comparativamente com os outros países europeus, Portugal está entre os países com as menores prevalências de consumo de substâncias ilícitas. A excepção é a heroína que continua a ser a principal droga envolvida nos consumos problemáticos.
No entanto, o consumo endovenoso tem vindo a diminuir, sobretudo entre os reclusos, entre 2001 e 2007.
Aumento do recurso aos tratamentos
O número de toxicodependentes que recorreu a uma primeira consulta para deixar de consumir drogas aumentou 8% no ano passado. O relatório indica também que o número total de utentes dos serviços de tratamento sem internamento (ambulatório) manteve a tendência de crescimento, subindo 6% relativamente ao ano anterior.
"A heroína continua a ser a substância mais referida como droga principal dos utentes em tratamento da toxicodependência", embora se registe "nos últimos anos uma maior visibilidade de outras substâncias, nomeadamente a cocaína e o álcool", refere o relatório do IDT.
2,3 milhões de seringas trocadas
O Programa de Troca de Seringas, em que foram investidos quase 1,75 milhões de euros no ano passado, permitiu a troca de 2,3 milhões de seringas.
No campo da prevenção de doenças associadas ao consumo de drogas, o texto relata que, em 31 de Março de 2008, 44% dos casos notificados de VIH/Sida estavam relacionados com a toxicodependência, assinalando-se, no entanto, uma "tendência proporcional decrescente".
Mais de 1.400 traficantes condenados
A aplicação da Lei da Droga levou à condenação de 1.420 pessoas no ano passado, a quase totalidade (97%) por tráfico.
A intervenção policial permitiu ainda a identificação de outras 5.202 pessoas suspeitas, metade (47%) por tráfico e a outra metade (53%) por tráfico e consumo, mantendo-se a estabilidade nos números que vêm sendo registados desde 2000.
No final de 2007 estavam detidos nas cadeias portuguesas 2.544 condenados ao abrigo da Lei da Droga, mantendo, pela primeira vez, a percentagem de 27% da população prisional.
A quase totalidade (97%) cumpria pena por tráfico e apenas 2% por tráfico e consumo.
Quanto às apreensões, o relatório cita apenas os casos do haxixe, que disparou para o quíntuplo (406%) de 2006, e da heroína, que caiu para menos de metade (menos 57%), apresentando, respectivamente, os valores mais elevado e mais baixo da última década.
http://sic.aeiou.pt/online/admin/print?guid={0E52FFB8-9EAC-49CB-8B1B-01F7AE4A5307}
7 de novembro de 2008
O IDT criou um blog que servirá de plataforma ao Plano de Intervenção Focalizada (PIF), servindo como espaço comum à divulgação dos projectos PIF nos diferentes eixos de intervenção (famílias, crianças e jovens, espaços recreativos).
Este blog permite a troca de experiências, informação e trabalho desenvolvido entre as instituições, bem como é um convite à participação de todos os que se interessam pela área da prevenção das toxicodependências.
Aqui: http://www.programadeintervencaofocalizada.blogspot.com

