1 de dezembro de 2008

Sida entre consumidores de droga está a baixar

O 'Relatório Anual sobre a Situação do País em Matéria de Drogas e Toxicodependência', com dados referentes a 2005, refere que as "doenças infecciosas entre as populações em tratamento no ano passado, os valores de positividade para o VIH, hepatites B e C e tuberculose enquadram-se, de um modo geral, nos padrões registados desde 2000".

Contudo, o presidente do IDT, João Goulão, em declarações na passada quinta-feira, por ocasião da divulgação em Bruxelas do relatório do Observatório Europeu das Drogas e da Toxicodependência, admitiu que a prevalência do VIH e da Sida entre os Consumidores de Droga Injéctavel (CDI) possa aumentar caso se faça um diagnóstico exaustivo nesta população.

O médico que preside ao IDT manifestou algum receio de que, com a necessidade de Portugal desenvolver um esforço de diagnóstico exaustivo nesta população, estes números voltem a subir e admitiu que haverá algum "subdiagnóstico" relativamente aos números referentes aos CDI.

Quanto às mortes relacionadas com o consumo de drogas, o relatório adianta que o número de casos positivos nos exames toxicológicos efectuados no Instituto Nacional de medicina legal aumentaram em 2005, contrariando assim a estabilização dos últimos três anos e a tendência decrescente iniciada em 2000.

Cocaína destaca-se nos consumos problemáticos

A cannabis, à semelhança do que acontece no resto da Europa, é a substância mais consumida em Portugal e assume também a posição de principal droga a nível de processos de contra-ordenação por consumo.

No entanto, é a heroína, muitas vezes associada à cocaína, que se destaca nos consumos problemáticos, como se constata nos estudos e indicadores relacionados com a procura de tratamento e mortes.

O relatório do IDT adianta que a cocaína tem vindo a ganhar maior visibilidade nos últimos anos, quer nos resultados dos estudos em populações escolares, quer nos contextos da procura de tratamento e mortes.

A visibilidade do consumo de outras substâncias ilícitas, nomeadamente de ecstasy, apesar de relevante entre as populações escolares, é ainda residual a nível da maior parte dos indicadores.

Maior procura ao tratamento

Segundo o IDT, em 2005, foi reforçado o crescimento verificado no ano anterior a nível de vários indicadores da procura de tratamento da toxicodependência.

O número de utentes em Unidades de Desabituação foi superior aos dos três anos anteriores e aumentou ligeiramente o número de utentes em Comunidades Terapêuticas reforçando o crescimento gradual dos últimos anos.

O Instituto da Droga sublinha que as referências ao álcool enquanto substância principal dos utentes começam a surgir de forma mais expressiva e que a prática do consumo endovenoso tem vindo a diminuir, particularmente entre os utentes em primeiras consultas.

Os utentes em tratamento da toxicodependência continuam a ser maioritariamente do sexo masculino e com idades entre os 25 e os 39 anos.

Continuam a ter, regra geral, baixas habilitações literárias e situações laborais precárias.

Com Lusa

http://sic.aeiou.pt/online/arquivo/2006/11/vida/1/8553662.htm

27 de novembro de 2008

Festa "Escolhe o Teu Som" 25/10/2008 - Discoteca GreenHill

Aqui e Agora SIC

Droga e Toxicodependência Hábitos que podem mudar a vida de consumidores

http://sic.aeiou.pt/online/scripts/2007/videopopup2008.aspx?videoId={305A35B0-7CA6-4B19-9AC6-21C5B0B911BA

Alcoólicos são cada vez mais jovens

Os novos alcoólicos têm entre 20 e 30 anos, iniciaram o consumo por volta dos 15 anos e com bebidas muito graduadas (os shots, por exemplo) e quando aparecem nos serviços de saúde à procura de tratamento já têm patologias muito graves.

É o resultado da alteração dos comportamentos sociais e de uma sociedade que continua a ser muito permissiva com o consumo de álcool.

A psiquiatra Célia Franco, do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Coimbra, uma unidade que trabalha há 14 anos com este tipo de dependência, explicou ao IOL PortugalDiário que «a dependência ao álcool registou uma mudança de padrão.

Há uma década os alcoólicos dependentes tinham entre 40 e 50 anos e consumiam aguardente, vinho e cerveja.

Hoje estão na casa dos 20/30 anos e o consumo surge muitas vezes associado a cannabis e outras substâncias e tem como objectivo obter um estado alterado de consciência».

Jovens sabem pouco sobre riscos do álcool, mas não admitem

Quando chegam ao Centro Hospitalar Psiquiátrico de Coimbra, explica Célia Franco, apresentam já várias alterações, como psicoses graves, alterações de personalidade e alterações de comportamento, nomeadamente episódios de violência concretizados em agressões contra terceiros e auto-mutilações.

O tratamento é longo e difícil com todo o tipo de alcoólicos, mas com os mais jovens, adianta aquela especialista ao IOL PortugalDiário, «é ainda mais difícil porque não têm uma vida estruturada e uma personalidade definida, o que provoca graves prejuízos para a sua saúde mental, e porque é mais difícil sair de um grupo onde quem não consome álcool é excluído».

O novo perfil de alcoólico dependente foi traçado durante o segundo dia de trabalhos do IV Congresso Nacional da Psiquiatria, a decorrer no Luso até 28 de Novembro.

Durante a sua comunicação, a psiquiatra Célia Franco salientou ainda que faltam estudos que analisem o impacto desta dependência e de outras, nomeadamente as drogas e o tabagismo, cujos consumos estão associados.

http://diario.iol.pt/sociedade/alcool-alcoolicos-adicao-alcoolismo-dependencias/1017555-4071.html

25 de novembro de 2008

24 de novembro de 2008