29 de março de 2009

Nafta e Blá Blá aderiram ao Projecto RSV

Tânia Rocha

Os bares Nafta e Blá Blá, da Nazaré, são espaços inseridos no projecto “Recreative Safe Vibe” (RSV), iniciativa de investigação e intervenção preventiva selectiva, indicada em espaços recreativos nocturnos, do distrito de Leiria.

A parceria com estes espaços está visível numa placa identificativa à entrada dos bares e foi apresentada no passado sábado, dia 28 de Março.

Este projecto, inserido no Programa de Intervenção Focalizada, do Instituto da Droga e da Toxicodependência, está a ser desenvolvido pela CERCINA (Cooperativa de Ensino e Reabilitação de Crianças Inadaptadas da Nazaré).

Com esta iniciativa, segundo o presidente da CERCINA, “pretende-se dar mais informação aos jovens, de forma a terem consumos mais conscientes. A CERCINA tem tido uma preocupação social de alargar as suas áreas de intervenção, assumindo assim, uma preocupação com a situação social dos jovens.

O trabalho desenvolvido no terreno, pelo projecto RSV, está a permitir realizar uma investigação numa matéria muito actual que está presente cada vez mais no quotidiano dos jovens”. De acordo com a avaliadora externa do Instituto da Droga e da Toxicodependência, Susana Henriques, “o objectivo não é sermos moralistas, dizer não consumam, mas sim dar informação para que os jovens saibam aquilo que estão a consumir”.

Segundo o presidente da Câmara Municipal da Nazaré, Jorge Barroso, “a noite não é a outra parte do dia, mas sim a continuação do mesmo, por isso é preciso avaliá-la, melhorá-la e estudá-la”. O presidente reforçou a importância do trabalho de todas as entidades envolvidas, no sentido de se assumir a noite, de forma a ser vivida da melhor forma possível.

O projecto contou, nos últimos dois anos, com a colaboração de um grupo de jovens voluntários, que têm desenvolvido estratégias informativas e de redução de riscos, junto dos frequentadores dos espaços nocturnos, numa perspectiva de intervenção inter-pares.

Esta iniciativa tem também como finalidade reforçar a continuidade da visibilidade do projecto, quer junto dos espaços, quer junto dos frequentadores, além de solidificar a parceria entre o projecto e os proprietários dos bares referidos.

Placa RSV - Blá Blá&Nafta

Comunicado de Imprensa - RSV

Recreative Safe Vibe (RSV) é um projecto do Programa de Intervenção Focalizada (PIF) do Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT), desenvolvido pela CERCINA, Cooperativa de Ensino e Reabilitação de Crianças Inadaptadas da Nazaré.

O Projecto RSV, no passado dia 28 de Março de 2009, colocou uma placa identificativa na entrada dos espaços recreativos nocturnos parceiros na Nazaré – Nafta e Blá Blá. RSV é um projecto de investigação e intervenção preventiva selectiva e indicada em espaços recreativos nocturnos do distrito de Leiria que, ao longo destes últimos dois anos, tem contado com a presença de um grupo de jovens voluntários que, numa perspectiva de intervenção inter-pares, têm desenvolvido estratégias informativas e de redução de riscos aos frequentadores.

Durante a cerimónia Joaquim Pequicho, Presidente da CERCINA, referiu a importância do Projecto para a Instituição: «A CERCINA tem tido uma preocupação social de alargar as suas áreas de intervenção, assumindo assim uma preocupação com a situação social dos jovens. O trabalho desenvolvido no terreno pelo projecto RSV está a permitir realizar uma investigação numa matéria muito actual que está presente cada vez mais no quotidiano dos jovens».

Para Susana Henriques, avaliadora externa do projecto, doutorada em Sociologia, investigadora do CIES-ISCTE e docente na Universidade Aberta de Lisboa, o Projecto RSV tem grande relevância na área a nível distrital: «a investigação tem demonstrado que as intervenções preventivas multi-componentes têm maior probabilidade de produzir mudanças positivas nos grupos-alvo», reforçando que «tem vindo a ser evidenciada a necessidade de conferir mais rigor e intencionalidade nas abordagens e respostas preventivas, com base na evidência científica».

Ainda durante esta cerimónia Jorge Barroso, Presidente da Câmara da Nazaré referiu que «a noite é a continuidade do dia, sendo de grande importância o trabalho de prevenção desenvolvido nestes contextos».

Os proprietários dos Bares, mencionaram que a intervenção do Projecto nos seus espaços, tem tido por parte dos frequentadores uma grande receptividade e interesse no trabalho desenvolvido no âmbito do Projecto RSV. Esta iniciativa teve como objectivos solidificar a parceria entre o Projecto e os referidos espaços, bem como reforçar a continuidade da visibilidade e do reconhecimento do Projecto nos espaços e junto dos seus frequentadores. O Presidente da Direcção Joaquim Ascensão Pequicho

26 de março de 2009

Correio da Manhã - Adolescentes consomem mais álcool

Os jovens portugueses com 16 anos estão a consumir cada vez mais álcool e em grandes quantidades. O aumento do consumo tem sido contínuo ao longo dos últimos anos e tornou-se rotina.

O problema é tão grave que o presidente do Instituto da Droga e da Toxicodependência, João Goulão, vai apresentar este ano ao Ministério da Saúde um plano nacional do álcool que, entre outras medidas, propõe o aumento da idade legal da venda e consumo de bebidas dos 16 para os 18 anos.

João Goulão disse ao CM que a proibição da venda de álcool a menores de 18 anos é especialmente importante porque as consequências de um consumo exagerado na adolescência surgem poucos anos depois: 'Começam a surgir jovens nos hospitais, entre os 20 e os 30 anos, com cirroses, resultado de um consumo precoce de álcool.'

O presidente do Instituto acrescenta que a par do aumento da idade legal da venda de álcool a proposta que apresenta ao Ministério da Saúde inclui acções de prevenção do alcoolismo e outras dependências junto dos mais novos.

O secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro, constatou que este é 'um problema muito sério, mas que não passa apenas pela repressão: 'É necessário envolver as instituições e a família.'

As declarações surgem no âmbito dos resultados do estudo ESPAD/2007, realizado em 35 países europeus, incluindo Portugal, que apresenta as prevalências e os padrões de consumo de álcool, tabaco e drogas entre os adolescentes que frequentavam a escola e que completaram os 16 anos no ano em que decorreu o estudo (2007).

MAIS DE CINCO BEBIDAS

Uma forma de medir a embriaguez consistiu em perguntar aos estudantes com que frequência tinham consumido cinco ou mais bebidas numa única ocasião. O consumo esporádico excessivo foi admitido por 54 por cento dos jovens inquiridos, rapazes e raparigas, sem distinção de sexo.

Este comportamento coloca Portugal no quarto lugar do ranking dos países europeus com um consumo excessivo esporádico de bebidas alcoólicas.

A cerveja é a bebida preferida dos estudantes, representando 40 por cento da quantidade consumida, seguida das bebidas espirituosas (30 por cento) e do vinho (13 por cento). Os rapazes preferem a cerveja, as raparigas optam pelas bebidas destiladas.

Fernanda Feijão, do Instituto da Droga e da Toxicodependência e coordenadora do estudo em Portugal, considera que o consumo de álcool pelos jovens causa 'grande preocupação'.

Alguns jovens referiram ter tido problemas resultantes do consumo de álcool – designadamente com os pais, um pior desempenho no aproveitamento escolar, agressões físicas, acidentes ou ferimentos, relações sexuais não protegidas e problemas com as autoridades policiais.

De acordo com o estudo, o aumento do consumo de álcool entre os adolescentes foi especialmente acentuado entre os anos de 2003 e de 2007.

ELAS PREFEREM OS SEDATIVOS

O consumo ao longo da vida de tranquilizantes ou sedativos sem receita médica é mais comum na Polónia, Lituânia, França e Mónaco, onde cerca de 15 por cento dos estudantes reconheceu hábitos de consumo. No entanto, esse consumo não é alheio aos jovens portugueses, em especial às raparigas. Nove por cento das jovens admitiu o consumo ao longo da vida, enquanto os rapazes admitiram uma menor ingestão (quatro por cento).

Quanto às substâncias inaladas (sprays e colas), os maiores consumidores ao longo da vida são os estudantes de Chipre, Malta, Ilha de Man e Eslovénia (16 por cento), enquanto a média do consumo dos países participantes no estudo é de nove por cento. Em Portugal, cinco por cento dos rapazes reconheceu consumir ao longo da vida, enquanto três por cento das raparigas admitiu fazê-lo.

Os números relativos à prevalência ao longo da vida mantêm-se relativamente estáveis desde 1995.

ACESSO ÀS DROGAS FACILITADO

Vinte e nove por cento dos adolescentes portugueses referiu ter um acesso fácil a drogas ou razoavelmente fácil, uma acessibilidade que coloca Portugal quase a meio da tabela dos 35 países analisados, liderada pelos Estados Unidos (que têm estudos comparativos), República Checa, Dinamarca e Espanha.

Quanto à prevalência do consumo ao longo da vida, os rapazes destacam-se pelo maior consumo relativamente às raparigas.

A prevalência do consumo da canábis ocorrido durante 30 dias coloca Portugal praticamente a meio da tabela.

O estudo revela que um terço dos jovens tem acesso facilitado à canábis, ao contrário do que acontece com as anfetaminas e o ecstasy, que parecem ser produtos menos acessíveis.

Em média, 23 por cento dos rapazes e 17 por cento das raparigas experimentaram drogas ilícitas pelo menos uma vez na vida.

PORTUGUESES SÃO DOS EUROPEUS QUE MENOS FUMAM

Os estudantes portugueses de 16 anos são dos jovens europeus que menos fumam cigarros.

Em média, 58 por cento dos estudantes de todos os países relatou já ter fumado cigarros pelo menos uma vez e 29 por cento assumiu tê-lo feito nos 30 dias anteriores ao dia do inquérito. Destes, dois por cento tinham fumado pelo menos um maço de cigarros diariamente no mês anterior.

Áustria, Bulgária, República Checa e Letónia registam a maior prevalência de consumo de tabaco entre estes jovens, com percentagens na ordem dos 40 a 45 por cento, enquanto Portugal, Arménia, Islândia e Noruega são os que tem menor consumo (7 a 19 por cento).

Não existe padrão geográfico óbvio, mas o estudo destaca que os estudantes da Europa Central e do Leste revelam taxas mais elevadas de consumo de tabaco. Os portugueses revelam ter fácil acesso ao tabaco (73 por cento), tal como os jovens da Áustria e da República Checa.

PORMENORES AOS 13 ANOS

Um estudo nacional feito a 18 mil alunos dos 13 aos 18 anos revela um aumento acentuado do consumo de bebidas alcoólicas contínuo, principalmente nos rapazes.

CANÁBIS

O consumo da canábis diminuiu ligeiramente em 2007 comparativamente com 2003, de acordo com o estudo. No entanto, verifica-se um aumento do consumo nas várias faixas etárias (13 aos 18).

CIGARROS

Em 2007 verificou-se uma diminuição do consumo de tabaco entre os estudantes em relação a 2003, conclui o mesmo estudo nacional. O consumoé ligeiramente superior nos rapazes.

Cristina Serra

16 de março de 2009

Intervenção 14/03/2009 - Nazaré

12 de março de 2009

O Projecto RSV, recebeu o convite para participar no dia 11 de Março de 2009 no Programa "Espaço Solidário" da rádio local 102 FM, entre as 19h e as 20h, um programa da responsabilidade da Adepe , Acompanha e Cercipeniche , com Ângela Malheiro e Rogério Cação. O Projecto RSV, esteve presente com a presença da coordenadora Vânia Ferreira e o Voluntário Rui Santos. Apesar de algum nervosismo inicial, acabou por ser uma conversa descontraída, em que pudemos apresentar o nosso projecto, os nossos objectivos, as nossas ideias... Queremos voltar a agradecer o convite e a oportunidade concedida pela Adepe e a rádio para a divulgação do projecto que estamos a desenvolver.

2 de março de 2009

Projecto Recreative Safe Vibe - Video

1 de março de 2009

"O SUCESSO DE DESCRIMINALIZAÇÃO DE DROGAS EM PORTUGAL"

Considerado entre os 25 constitucionalistas liberais mais influentes dos Estados Unidos, Glenn Greenwald apresentou no dia 3 de Abril, no Cato Institute em Washington, um relatório intitulado “Descriminalização da Droga em Portugal: lições para criar políticas justas e bem sucedidas sobre a droga”, onde apresenta Portugal como um caso de sucesso quanto a políticas de droga.

Distinguindo o papel pioneiro e inovador de Portugal na UE, Glenn Greenwald refere a Descriminalização das Drogas e a adopção das novas políticas de Dissuasão implementadas pelo Estado Português, destacando os progressos alcançados nos diversos parâmetros analisados.

Mais do que muitas suposições e teorias, Portugal é destacado como um país que provou que se deve encarar o doente toxicodependente como alguém a recuperar e a reinserir na sociedade, em substituição da tradicional penalização que é ainda exercida em muitos outros países.

Para João Goulão, presidente do IDT, IP, a atenção dedicada ao trabalho desenvolvido internamente, por um País que tanto investe e aspira a resolver estas temáticas e se encontra num momento de viragem política sem precedentes, é sem dúvida motivador para toda a equipa e sobretudo para o trabalho diário com os nossos utentes.